MG, 2015, documentário, 16 min., Cor, Digital
Por que realizar cinema? Como conduzir a narrativa cinematográfica? O que levar para o último filme a se fazer na vida? A partir de uma conversa informal gravada em 2011 e com imagens de arquivo dos seus últimos anos vividos em Vitória da Conquista, este é um encontro com Paulo Thiago, artista baiano que nos deixou em 2014.
Este filme foi exibido na abertura da Mostra de Cinema de Conquista 2015.
Ficha Técnica:
Conceito e montagem: Fabiana Leite
Fotografia: Eduardo Lima, Gabriela Leite, Fabiana Leite e Paulo Thiago
Músicas: João Omar e Filipe Massumi
Sobre Paulo:
Paulo Thiago, homenageado na Mostra de Cinema de Conquista 2015, foi um jovem artista conquistense, falecido em 2014 aos 33 anos de idade, filho de dois grandes artistas da terra, Sônia Leite e Gildásio Leite. Paulo começou a atuar em teatro aos 4 anos de idade, quando subiu ao palco com os Saltimbancos e seguiu carreira com a família atuando em diversos espetáculos pelo interior da Bahia. Desde cedo revelou seu talento para a escrita e esta potência o tornou ainda na adolescência dramaturgo, poeta e roteirista de cinema.
Em 1998 Paulo se muda para Salvador e, envolvido pelo cinema, produz o seu primeiro curta: Anjinho. Entre indas e vindas de Conquista a Salvador, segue materializando suas escritas. No teatro, escreveu e dirigiu diversos espetáculos, com destaque para a Tragédia do Tamanduá (2010), sobre um dos mais trágicos conflitos de terra ocorridos na região de Conquista em 1895.
Atuou em pelo menos dez filmes, entre eles Fato, de Jairo Eleodoro (1999); Cascalho, de Tuna Espinheira (2008); Estranhos, de Paulo Alcântara (2009); Três Palavras, de Gabriela Leite (2010); O homem que não dormia, de Edgar Navarro (2011); A morte de Dj em Paris, de Igor Penna (2011) e Gotas de amor no ócio, de João Gabriel (2014). Trabalhou como editor e finalizador em produções suas e de outros diretores baianos. Realizou vários filmes como roteirista e diretor, além de videoartes onde era marcante a sua densidade poética e existencial. Alguns filmes realizados e à disposição do público são Pureza Insolente (2002); Descarrego (2003); Diga Alô (2008); Descontínuo (2007); Lágrimas de Palhaço (2009); Isso não é o Fim (2011).
Deixou dois livros inéditos de poesias e mais de 2000 obras entre desenhos e pinturas, manifestas em qualquer tipo de papel, caixa ou tela que estivesse ao seu alcance. Escreve com seu irmão João Gabriel o longa metragem Travessia, a ser lançado ainda em 2015 e deixa mais outros 8 roteiros de longas escritos e não finalizados, a serem realizados por aqueles que foram inspirados por sua obra.
